Saúde Maranhão

“Esse momento é único na vida da minha filha”, diz mãe da primeira criança vacinada contra Covid-19 no Maranhão

Outras crianças receberam vacina contra o novo coronavírus nesta sexta-feira (14), durante abertura oficial da Campanha de Vacinação Infantil contra Covid-19 no Maranhão.

15/01/2022 13h25
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Vacinação contra Covid-19 da primeira criança no Maranhão (Foto: Wéllida Nunes)
Vacinação contra Covid-19 da primeira criança no Maranhão (Foto: Wéllida Nunes)

“Eu estou muito feliz, pois esse momento é único na vida da minha filha é muito importante para a sua proteção”, disse emocionada a professora Lurdes Tereza Moraes. Lurdes é mãe da Isabela Vitória, 11 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista e foi uma das primeiras crianças vacinadas contra a Covid-19 no Maranhão.  

Dona Lurdes complementa: “É uma espera muito grande para nós como pais, pois sabemos que tem muitas crianças que estão morrendo por conta da Covid-19. Toda a nossa família já foi imunizada e na nossa casa só faltava a Isabela”, comemora a professora.  

Assim como Isabela, outras crianças tiveram a oportunidade de receber a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus, nesta sexta-feira (14), durante abertura oficial da Campanha de Vacinação Infantil contra Covid-19 no Maranhão, ato realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), no Shopping da Criança. 

Para o governador Flávio Dino, a chegada do momento de imunização das crianças contra a doença é uma grande conquista. “Essas vacinas são frutos da inspiração de Deus, da ciência e da pesquisa. Muita gente séria trabalhando e, com certeza, a vacina vai ser muito importante para as nossas crianças como está sendo nesse momento para as pessoas já vacinadas. Nós estamos acompanhando o crescimento de novos casos em decorrência dessa nova variante e, graças à vacina, não estamos vendo a situação dificílima que vimos em 2020 e 2021”, destacou o governador.  

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressaltou a segurança da vacina para o público infantil. “É importante dizer para todos os pais de maranhenses: a vacina é segura, é eficaz e muita criança adoece e passa muito mal por conta da Covid-19. O Brasil é o segundo país do mundo que mais perdeu crianças por causa da doença e nós não podemos repetir isso. A Ômicron está varrendo o Sul e o Sudeste do país, em breve deve chegar aqui também, e ela é prevalente em crianças, por isso é fundamental que todos os pais, mães e responsáveis vacinem seus filhos”, alertou o secretário Carlos Lula.  

A segurança do imunizante para as crianças também é reforçada por especialistas como a pediatra Ianik Leal. “Nós temos cada vez mais casos de Covid-19 em crianças e casos potencialmente letais. A vacinação é uma forma de diminuir a chance de gravidade desses casos em crianças e de protegê-las. As famílias que tiverem dúvidas que leiam sobre o assunto, conteúdos que tenham um suporte científico. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Infectologia apoiam a vacinação infantil”, enfatizou a pediatra Ianik Leal. 

Lurdes e Isabela Vitória, 11 anos (Foto: Wéllida Nunes)

A dona de casa Natália Jane Castro conta que não teve dúvidas quando soube que chegou a vez da sua filha, Maires Vitória, 11 anos, ser vacinada contra a Covid-19. “Estava esperando ansiosamente por esse momento e finalmente ele chegou. E eu deixo um recado para os pais que estão com medo, que confiem na ciência, pois a tecnologia existe justamente para isso e as vacinas salvam vidas”, disse Natália. 

Outra criança vacinada contra o novo coronavírus, foi o Arthur Gabriel, 7 anos, que tem síndrome de down. “Eu não sei nem o que falar, estou tão emocionada. Eu confio na vacina e por isso trouxe meu filho hoje para ser imunizado. Estou muito feliz com a chegada desse momento”, disse a mãe do Arthur, Edriana Reis.  

No Maranhão, as crianças serão vacinadas de forma escalonada, alcançando, inicialmente, as crianças dentro dessa faixa etária com comorbidades ou deficiência permanente, indígenas e quilombolas. Em seguida, a vacinação de crianças sem comorbidade por faixa etária decrescente de 11 a 5 anos, até que se atinja todo o grupo etário.

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