Saúde Amazonas

SES-AM reorganiza atendimentos nas maternidades da capital para evitar contaminações por covid-19 dentro das unidades

19/01/2022 18h30
Por: Redação Fonte: Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas

Pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Covid-19 serão encaminhadas para unidades de referência

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) emite Nota Técnica com orientações para o atendimento nas maternidades da capital. As recomendações gerais são para assistência das gestantes, puérperas e mulheres em situação de abortamento que estão com suspeita ou confirmação de Covid-19.

As maternidades Ana Braga, Balbina Mestrinho e o Instituto da Mulher Dona Lindu passam a ser referência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Covid-19, recebendo as pacientes transferidas das demais maternidades da capital.

Todas as maternidades da rede estadual de Saúde permanecem com o atendimento e acolhimento inicial às pacientes. As unidades também contam com salas rosas e leitos clínicos (isolamento) exclusivos para o atendimento de pacientes suspeitas ou com Covid-19 confirmado. 

“As oito maternidades da capital possuem as salas rosas, onde as pacientes sintomáticas vão passar por teste e aguardar a transferência para a unidade de referência. Além disso, as maternidades também contam com os leitos clínicos de isolamento, que são as enfermarias de Coorte, onde as pacientes assintomáticas, mas com diagnóstico positivo para Covid-19, serão internadas”, explicou o gerente de maternidades da SES-AM, Edilson Albuquerque. 

Transferência entre unidades – As maternidades de risco habitual, que não são unidades de atendimento de alto risco, irão transferir as pacientes para as maternidades de referência para Covid-19 e SRAG. 

A maternidade Ana Braga vai receber gestantes ou puérperas que estão com teste positivo para Covid-19 e com sintomas mais intensos, transferidas das maternidades Chapot Prevost e Nazira Daou. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade será referência para o tratamento exclusivo de pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 e risco de gravidade.

A maternidade Balbina Mestrinho terá leitos clínicos de referência para receber as pacientes com Covid-19, sintomáticas e com algum comprometimento obstétrico, oriundas da maternidade Alvorada. A UTI da unidade receberá as pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por outros vírus. 

O Instituto da Mulher Dona Lindu terá leitos clínicos para gestantes ou puérperas positivas para Covid-19, assintomáticas, com algum comprometimento obstétrico, transferidas da maternidade Azilda Marreiro e da maternidade Moura Tapajós, gerenciada pela prefeitura de Manaus.  A UTI da unidade será referência para receber as pacientes da obstetrícia em geral.

As curetagens em pacientes que não apresentam situações de risco e nem sintomas respiratórios ou diagnóstico positivo para Covid-19, serão encaminhadas para as maternidades de risco habitual em contra-referência à transferência de pacientes para as unidades designadas para atendimento de SRAG e Covid-19.

Altas médicas – A Nota Técnica orienta que a paciente que testar positivo durante a internação, durante a alta médica deverá ser avaliada clinicamente e orientada a permanecer em isolamento domiciliar com telemonitoramento feito pela Semsa-Manaus. 

Vale ressaltar que a alta hospitalar da puérpera deverá ser programada a partir de 24h pós-parto normal e 36h pós-cesárea. Para os recém-nascidos, deverá ser programada a partir de 36h após o nascimento. 

Suspensão dos atendimentos eletivos – Os serviços eletivos como as consultas do programa de planejamento reprodutivo e as cirurgias eletivas ginecológicas, de laqueadura e vasectomia, ficam suspensas por tempo indeterminado, até a mudança de cenário epidemiológico. 

Visitas e acompanhamento – A SES-AM suspendeu as visitas nas unidades de saúde, incluindo as maternidades, durante o período da alça epidêmica. 

As gestantes, puérperas e mulheres em situação de abortamento permanecem com o direito ao acompanhante garantido pela legislação, independentemente de ser caso suspeito ou confirmado para Covid-19. 

As pacientes podem ser acompanhadas desde a admissão até a alta hospitalar, por uma pessoa maior de 18 anos, que não apresente sintomas gripais e tenha esquema vacinal completo e atualizado. 

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