Saúde Amazonas

Maio Vermelho: SES-AM alerta para prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais

Infectologista ressalta que a rápida identificação e o início do tratamento podem evitar quadros mais graves da doença.

11/05/2022 11h40
Por: Redação Fonte: Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas

Infectologista ressalta que a rápida identificação e o início do tratamento podem evitar quadros mais graves da doença

Neste mês de maio, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) alerta para prevenção, diagnóstico e controle das hepatites virais. Esses são os objetivos da campanha Maio Vermelho, realizada com o propósito de sensibilizar a população contra a doença, inflamação do fígado, que muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode ser combatida com a rápida identificação e o início do tratamento.

No Amazonas, 1.245 pessoas estão em tratamento da doença, sendo 1.124 para hepatite B e 121 para hepatite C, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O Ministério da Saúde estima que pelo menos 70% da população já teve contato com o vírus da hepatite A e 15% com o vírus da hepatite B. Os casos crônicos de hepatite B e C correspondem a cerca de 1,0% e 1,5% da população, respectivamente.

De acordo com o infectologista Marcus Guerra, diretor-presidente da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), cada tipo de hepatite é causado por um vírus, gerando hepatites agudas e crônicas, pelos agentes virais A, B, C, D e E, por álcool, por medicamentos e outras toxinas.

“As formas agudas geralmente são facilmente detectáveis e de resolução rápida, porém podem evoluir de forma fulminante levando à morte, principalmente quando se vê superinfecção por associação do vírus B e D. Às vezes as infecções evoluem de modo silencioso e ao manifestar-se já se observa sinais crônicos da infecção como ascite, sangramento digestivo, encefalopatia e ginecomastia”, alertou o médico.

No Brasil, as hepatites mais frequentes são dos tipos A, B e C e no Amazonas é o D. O vírus E é menos comum no país, sendo predominante na África e na Ásia. Entre os sintomas da doença, que podem ou não surgir, estão fadiga, dores musculares e nas articulações, dores abdominais, perda de apetite, náuseas, diarreia, febre baixa, além de urina escura, fezes, pele e olhos amarelados.

De acordo com a coordenadora estadual do programa de Hepatites Virais do Amazonas, da FVS-RCP, Vanieli Cappellesso, a doença é um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

“O Amazonas segue a mesma conduta do Ministério da Saúde, intensificando suas ações de conscientização. As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas no mundo, causando 1,4 milhão de mortes. As taxas de mortalidade das hepatites B e C podem ser comparadas com as do HIV e tuberculose”, destacou a coordenadora.

Prevenção

O uso do preservativo em todas as relações sexuais; o não compartilhamento de objetos de uso pessoal (barbeador, alicates de unha e seringa); higienização e cozimento correto dos alimentos; lavar as mãos antes das refeições; adoção de hábitos saudáveis; e a vacinação (tipos A e B) são medidas de prevenção das hepatites virais, conforme o infectologista.

Diagnóstico

A rede pública de saúde oferece testagem para detecção da infecção pelos vírus B ou C. O teste rápido está disponível nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) das Policlínicas Antônio Aleixo, Codajás, Dr. José Lins, Governador Gilberto Mestrinho, João dos Santos Braga; na FMT-HVD e na Fundação Hospitalar Alfredo da Matta.

A testagem contra hepatite C é realizada nos Centros de Atenção à Melhor Idade (Caimis) Ada Viana e André Araújo. A vacina contra hepatite A e B é ofertada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O tratamento varia de acordo com o tipo viral da hepatite, cabendo ao médico a prescrição da medicação indicada. É importante seguir as orientações médicas e não interromper o tratamento.

Além do exame para as hepatites B e C, o CTA disponibiliza para a população os testes de HIV e sífilis, além do serviço de aconselhamento e orientação para o acompanhamento na rede de saúde, para os casos positivos.

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