Saúde Amazonas

Combate à LGBTfobia: SES-AM atua na expansão do atendimento humanizado à população LGBTI+

O avanço no atendimento à população LGBTI+ tem como um dos eixos principais a formação dos servidores da Atenção Primária em Saúde (APS)

17/05/2022 15h00
Por: Redação Fonte: Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas

Em 2021, o Amazonas foi um dos primeiros estados a instituir a Política de Saúde LGBTI+

Nesta terça-feira (17/05), Dia Mundial de Combate à LGBTfobia, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) destaca os avanços no atendimento prestado à população LGBTI+, na rede pública de saúde. Em 2021, o estado foi um dos pioneiros do país a aprovar a Política de Saúde à essa população, o primeiro na região Norte.

Além da adoção da política estadual, aSES-AMmantém atividades de ampliação dos atendimentos promovidos pelo Ambulatório de Diversidade Sexual, localizado na Policlínica Codajás, que está em atividade desde 2017. Atualmente, a secretaria atua na capacitação de profissionais da capital e do interior para promoção do atendimento humanizado nas unidades de saúde.

O avanço no atendimento à população LGBTI+ tem como um dos eixos principais a formação dos servidores da Atenção Primária em Saúde (APS), em parceria com as prefeituras, e profissionais da média, alta complexidade e das áreas especializadas. A coordenadora estadual de saúde LGBTI+ da SES-AM, Vivian Marangoni, destaca a importância de sistematizar a formação destes servidores para que não seja algo pontual.

“Não é uma formação pontual de apenas um encontro, a questão realmente é uma sistematização da formação nos moldes de educação continuada mesmo, em que a gente consiga estar junto com os profissionais dos três níveis de assistência e também as maternidades. Pensando que a experiência da maternidade hoje não é uma experiência só de mulheres, mas também de toda a população LGBTI+ que tem o direito a ter uma gravidez, parto e puerpério dignos também”, esclarece a coordenadora.

Descentralização

A interiorização da assistência integral de saúde à população LGBTI+ também objetiva a descentralização do atendimento realizado no Ambulatório de Diversidade Sexual, na capital. Os serviços estão sendo expandidos para Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus), o primeiro a aprovar uma política municipal de saúde LGBTI+.

“Em fevereiro a equipe da SES-AM promoveu, junto com a prefeitura de Tabatinga, uma formação com os servidores da saúde para prestar esse atendimento, falar da importância, do respeito a todas as questões de assistência à saúde LGBT, mas principalmente do nome social, respeito aos pronomes”, informou a coordenadora.

Atendimento

O Ambulatório de Diversidade Sexual, que funciona na Policlínica Codajás, está em atividade desde abril de 2017, tendo iniciado com 24 pacientes, e que hoje acompanha mais de 700 pessoas, oferecendo assistência multiprofissional composta por uma equipe de profissionais de enfermagem, psicólogos, serviço social, fonoaudióloga e médicos especializados.

O atendimento no ambulatório é voltado para a questão da assistência ao processo transexualizador, incluindo o manejo hormonal, atendendo em maioria transexuais, travestis e pessoas não-binárias, mas também dando assistência a homens e mulheres homossexuais.

A coordenadora do ambulatório, Dária Neves, ressalta a constância no aperfeiçoamento do atendimento e a importância das parcerias firmadas com universidades, com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras unidades de saúde.

“Estamos também desenvolvendo, através da parceria com a Universidade do Estado do Amazonas que nós temos, pelo Telessaúde, o atendimento a alguns municípios, como Parintins e Tabatinga. Criamos parcerias com o Serviço de Radiologia da Fundação Cecon, com o Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Adriano Jorge e também da equipe de Urologia e Cirurgia”, disse a ginecologista e sexóloga.

O ambulatório está reforçando o contato com os municípios para promover as capacitações e cada vez mais descentralizar o atendimento, e assim levar o acompanhamento completo também para essa população que vive no interior do estado.

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